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Ucrânia recruta reservistas e pede que seus cidadãos deixem a Rússia

Denis Pushilin, um líder separatista apoiado pela Rússia na região de Donetsk, na Ucrânia, disse que há uma mobilização militar para combater a “agressão” ucraniana.

“A mobilização está crescendo, nós percebemos isso. Tanto de militares como de pessoas comuns que não conseguem ficar paradas quando o destino de Donbass está sendo decidido”, disse Pushilin.

O líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, falou que a situação havia se tornado crítica, mas que os separatistas venceriam com o apoio da “grande Rússia”.

Pushilin declarou também que não há tropas russas em Donbass, região separatista que inclui Donetsk e Lohansk.

Ele disse que prefere resolver as questões de fronteiras de forma pacífica com Kiev, capital da Ucrânia, mas que poderia pedir ajuda à Rússia nessa negociação.

Um representante da embaixada em Kiev, capital da Ucrânia, disse que a Rússia começou a retirar seus representantes diplomáticos nesta quarta (23), de acordo com agências internacionais.

Segundo testemunhas, a embaixada da Rússia na Ucrânia já tirou a bandeira russa da fachada.

A Ucrânia começou nesta quarta-feira (23) a recrutar reservistas com idades entre 18 e 60 anos, após um decreto do presidente Volodymyr Zelensky.

O presidente ucraniano afirmou também que ainda está buscando saídas diplomáticas para a crise, porém, disse que a Ucrânia não cederá nenhum território à Rússia.

A Ucrânia tem quase 200 mil reservistas e 250 mil militares na ativa nas Forças Armadas. Não há ainda informações sobre o número de pessoas que atendeu à convocação.

As Forças Armadas relataram que um soldado foi morto após bombardeios de separatistas pró-Rússia, no leste do país.

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