Preview Mercedes-Benz Classe E | Boa evolução para um ícone

Preview Mercedes-Benz Classe E | Boa evolução para um ícone
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Apresentado ao mercado brasileiro na quinta-feira (8), quatro meses depois de ter as vendas iniciadas na Europa, o Mercedes-Benz Classe E é a prova viva de que até mesmo os ícones são capazes de evoluir.

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A estreia do conjunto híbrido leve, formado pelo motor 2.0 de 4 cilindros e por um sistema elétrico de 48 volts, mostrou que a eletrificação, até então inédita no Classe E, será uma poderosa arma para posicionar o luxuoso sedan em um patamar superior, e fazer da 11ª geração do modelo alemão um divisor de águas no segmento.

A reportagem do Canaltech esteve presente ao evento de lançamento do novo Classe E e, após conversar com os executivos da montadora, teve o primeiro contato com o novo eletrificado do mercado premium do Brasil.


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Nova Geração do Classe E ficou maior no entre-eixos e aumentou espaço interno (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Tecnologia do novo Classe E impressiona

A Mercedes-Benz ressaltou, na apresentação do Classe E, que é uma marca de luxo e, como tal, precisa fazer jus à história construída ao longo dos anos. No caso do modelo que está no portfólio da marca há mais de 7 décadas, o luxo continua impecável em todos os detalhes, mas a tecnologia evoluiu de maneira significativa.

As três enormes telas com superfície de vidro MBUX Superscreen — duas de 12,3 polegadas (para o motorista e para o passageiro) e uma de 14,4 polegadas, central, chamou a atenção antes mesmo de os ajustes do banco do motorista (de couro Nappa com costuras em diamante) terminarem de ser feitos.

Bancos com acabamento em Nappa são extremamente confortáveis (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Depois que consegui me acomodar com precisão na “poltrona” do motorista, praticamente não consegui mais tirar os olhos das três enormes telas. E, para ser sincero, diante de tanta tecnologia, talvez nem precisasse mesmo.

O Mercedes-Benz Classe E conta com painel de instrumentos 3D e, na central multimídia, oferece mapas de navegação nativos com realidade aumentada. Isso torna a missão de chegar do “ponto A ao ponto B” mais tranquila e segura, pois é praticamente impossível errar ou perder uma conversão sinalizada no trajeto pré-selecionado.

Realidade aumentada, e com ótima definição, torna impossível errar o caminho traçado (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Mercedes Me Connect: estreia promissora

Uma outra tecnologia bem bacana, e até então inédita, faz parte do Mercedes Me Connect, serviço que mantém o carro conectado full time, com GPS integrado e 32 funções disponibilizadas tanto via aplicativo quanto na central multimídia do próprio carro — após o devido cadastro e pareamento.

Chamado de “rotinas”, ele permite pré-definir configurações específicas para diferentes situações. Segundo Evandro Bastos, Head de Produtos da marca, o cliente pode, ao toque de um botão, tornar as luzes mais aconchegantes e tocar uma música romântica “se estiver em um encontro” ou, então, tornar o ar-condicionado mais agradável em dias muito quentes, em combinação com luzes de LED em tons mais amenos.

Testamos, também, os comandos que respondem, por voz, ao comando “Alô Mercedes”, e servem para aumentar ou diminuir o volume do excepcional sistema de som assinado pela Burmester e composto por 17 alto-falantes, que geram 730 watts de potência e têm a função 4D, que faz o banco vibrar de acordo com a batida da música.

Mercedes Me Connect chegará futuramente a outros carros da marca (Imagem: Divulgação/Mercedes-Benz)

Ficamos tentados, mas, para atender aos pedidos dos executivos, não testamos o sistema de SOS do sedan. Segundo os diretores da Mercedes, ele “deve ser usado apenas em emergências” e, quando acionado, identifica o idioma selecionado na central da unidade para, assim, direcionar o atendimento a um agente compatível, que fará o contato em português, inglês, alemão ou em outro idioma.

O auxílio também é acionado de forma automática em caso de colisão e abertura dos airbags. Nesse caso, a central tenta contato telefônico com o proprietário e, se não conseguir resposta, faz o alerta para as autoridades enviarem o socorro.

Botão do SOS fica posicionado no teto do Classe E, mas é acionado automaticamente se o airbag funcionar (Imagem: Divulgação/Mercedes-Benz)

Mercedes-Benz Classe E: Primeiras impressões

O test-drive ao volante da nova geração do Classe E foi rápido e curto, mas os pouco mais de 30 minutos bastaram para deixar a melhor impressão possível. E não apenas pelo altíssimo nível do pacote de segurança, tecnologia e conforto. O Classe E é um sedan extremamente prazeroso de dirigir.

A nova motorização híbrida leve deixou o carro mais ágil e esperto. Os 258 cv de potência do motor 2.0 a combustão, combinados com a força extra dos 23 cv do sistema elétrico, deixam o três volumes muito tranquilo de conduzir.

A suspensão Airmatic, conforme prometido pelos executivos na apresentação, realmente cumpre a função de deixar o sedan de tração traseira “mais confortável e estável”, especialmente nas curvas, mesmo em um trajeto tão curto e de velocidade baixa.

Nova geração do Classe E ficou mais “na mão” e mais confortável (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Novo Classe E: O que esperar?

Pela primeira impressão que deixou após o test-drive relâmpago, dá para dizer que a 11ª geração do Mercedes-Benz Classe E chega ao Brasil para tomar conta de um segmento que tem no BMW Serie 5 o principal expoente.

Apesar de ser cerca de R$ 184 mil mais caro que o concorrente alemão (R$ 639.900 x 455.900), a aposta da Mercedes-Benz para vencer essa disputa de peso é simples: o Classe E está disponível para o público brasileiro em sua geração mais atual, enquanto o modelo da concorrência segue com o modelo antigo no portfólio.

Em um futuro contato com o Mercedes-Benz Classe E, para uma análise mais aprofundada, teremos fundamentos mais precisos para dizer se o investimento extra de R$ 184 mil realmente vale o que custa em relação ao principal rival no país.

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Leia a matéria no Canaltech.

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