O céu não é o limite! | Tempestade solar, falha no telescópio Hubble e +

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Uma tempestade geomagnética deve acontecer em breve, e o culpado é o Sol. A semana começou com nosso astro liberando várias ejeções de massa coronal, que viajaram pelo espaço e era previsto que atingissem a Terra nesta sexta-feira (1º).

Enquanto isso, um astrofotógrafo tirou fotos de Júpiter que mostram o encolhimento em sua Grande Mancha Vermelha, e novas falhas aconteceram em componentes do telescópio Hubble.

Estes são apenas alguns dos destaques em nosso resumo semanal das principais notícias astronômicas da semana passada. Saiba mais sobre estes e outros acontecimentos da ciência espacial:


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Tempestade solar a caminho

Os últimos dias foram agitados no Sol. Nosso astro liberou várias ejeções de massa coronal (ou apenas CME), que juntas, formaram uma espécie de CME canibal. Segundo previsões da Administração Nacional Atmosférica e Oceânica, o fenômeno poderia causar uma tempestade geomagnética intensa.

As ejeções de massa coronal liberam grandes quantidades de plasma solar pelo espaço (Imagem: Reprodução/NASA/SOHO/Helioviewer)

O evento pode nos presentear com auroras visíveis ao sul lugares não tão comuns, mas também pode atrapalhar comunicações e redes elétricas. Por isso, os cientistas estavam de olho na ocorrência da tempestade geomagnética, bem como seus possíveis efeitos.

Mudanças na Grande Mancha Vermelha

A Grande Mancha Vermelha, a maior tempestade do Sistema Solar, está diminuindo. A mudança foi registrada em fotos do astrofotógrafo Damian Peach, que mostram a mancha ficando menor e mais redonda. A diminuição dela não é novidade, pois os cientistas já sabiam que a tempestade está encolhendo.

Mudanças no tamanho da Grande Mancha Vermelha são observadas há anos (Imagem: Reprodução/Chris Go)

Para alguns especialistas, isso parece indicar que ela está desaparecendo, mas para outros, a mudança pode ser simplesmente um fenômeno temporário. Resta aguardar para sabermos como vai ser o futuro desta característica do gigante gasoso.

Telescópio Hubble em apuros

O telescópio mais querido de todos os tempos deu alguns sustos nos cientistas nas últimas semanas. Em 19 de novembro, leituras incorretas em um dos giroscópios fizeram o Hubble entrar no modo de segurança; a boa notícia é que ele retomou suas atividades científicas no dia seguinte.

Falhas em um dos giroscópios do Hubble fizeram o telescópio entrar no modo de segurança (Imagem: Reprodução/NASA)

Só que outros erros aconteceram no componente, e o observatório está no modo de segurança desde o dia 23. Assim, enquanto a equipe do telescópio faz testes para analisar o ocorrido e tentar solucioná-lo, as observações científicas estão suspensas.

O fim da Estação Espacial Internacional

Após décadas de operação, a Estação Espacial Internacional (ISS) deve ser destruída em 2030. Entretanto, Phil McAlister, diretor da divisão espacial comercial na NASA, declarou que é possível que a ISS encerre suas operações sem estações espaciais comerciais estarem prontas.

Se necessário, a Estação Espacial Internacional pode encerrar suas operações depois de 2030 (Imagem: Reprodução/Oleg Novitskiy/Roscosmos)

O cenário não é o ideal, pois iria afetar as pesquisas e experimentos científicos feitos na órbita baixa da Terra. Sabendo disso, a NASA considera a possibilidade de manter a ISS ativa por algum tempo depois de 2030, mas esta decisão depende tanto da situação do laboratório orbital quanto dos parceiros no programa.

Primeiro disco de poeira visto em outra galáxia

Através de observações do telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, astrônomos descobriram que uma estrela no sistema HH 1177, na galáxia Grande Nuvem de Magalhães, está cercada por um disco de poeira. Esta é a primeira vez em que uma estrutura do tipo é vista fora da Via Láctea.

Detalhe da nuvem onde a estrela HH 1177 foi observada, cercada pelo disco de poeira (Imagem: Reprodução/ESO/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/A. McLeod et al.)

As partículas de gás e poeira nestes discos podem servir como ingredientes para a formação de novos planetas. Felizmente, HH 1177 é um sistema que não está cercado de poeira, o que vai permitir que os astrônomos observem os processos por lá.

Leia a matéria no Canaltech.

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