Missão de ressuscitar o dodô dá mais um passo rumo à realidade

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Cientistas querem ressuscitar o dodô, pássaro que está extinto desde o século XVII. Essa missão recebeu um impulso graças a uma nova parceria entre a Colossal Biosciences, uma empresa de engenharia genética e extinção, e a Mauritian Wildlife Foundation, uma organização sem fins lucrativos.

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O projeto envolve restaurar os habitats nativos do dodô na Ilha das Maurícias, na costa leste de África, e conta inclusive com o apoio do governo local. Além de reviver a espécie, a ideia é também se concentrar em fornecer um lar adequado.

Em um comunicado, os envolvidos apontam que os projetos de extinção só terão sucesso se os animais forem renaturalizados e trazidos de volta ao seu habitat natural.


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A equipe sequenciou completamente o genoma do dodô e atualmente trabalha com as células germinativas primordiais do parente vivo mais próximo do dodô — o pombo-de-nicobar — para construir um genoma de referência.

Enquanto isso, os pesquisadores também tentam desenvolver galinhas geneticamente modificadas para atuarem como substitutas dos dodôs.

Como ressuscitar uma espécie?

A Colossal Biosciences Ben chegou a afirmar que o primeiro passo para ressuscitar uma espécie é observar qual é o parente filogenético mais próximo e qual é o animal que ainda existe no planeta e que está mais próximo na árvore genealógica.

Missão de ressuscitar o dodô dá mais um passo rumo à realidade (Imagem: McGill Library/Unsplash)

A necessidade de encontrar o parente filogenético mais próximo se dá para encontrar e construir um genoma de referência, e os pesquisadores precisam de amostras de tecido para fazer isso.

Pássaro dodô

A Colossal Biosciences conta que o pássaro dodô era amplamente considerado uma criatura mítica já no século XIX. No entanto, documentos históricos mostram que os marinheiros holandeses foram os primeiros a registar menções à sua existência.

Não está claro como eles chegaram às ilhas, mas a espécie endémica prosperou sem predadores naturais até o final dos anos 1500. A instituição afirma que, antes da intrusão da humanidade, o dodô, que não voava, era capaz de manter uma população estável, embora não colocasse mais do que um ovo por ano.

No entanto, com a introdução de uma espécie, surgiram várias outras, incluindo ratos, cabras, porcos, veados e macacos, que contribuíram para dizimar o número de dodôs a zero. Todos eles foram trazidos para as Ilhas por humanos. Existem vários relatos sobre o último avistamento oficial, mas o mais aceito pela comunidade científica menciona a data final de extinção do pássaro dodô por volta de 1690.

Leia a matéria no Canaltech.

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