Crítica Trocados | Jennifer Garner em uma comédia genérica demais

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A temporada de filmes natalinos já começou nos streamings, e para não ficar de fora a Netflix lançou no dia 30 de novembro uma comédia divertida e gostosinha, porém genérica demais. Trata-se de Trocados, filme protagonizado por Jennifer Garner (aquela de De Repente 30) e Ed Helms (The Office), que conta a história de uma família que se ama, mas que vive atritada.

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Na trama, Garner vive Jess Walker, uma mulher bem-sucedida, mãe de três filhos e que está próxima de se tornar sócia do escritório de arquitetura onde trabalha. Já Helms é Bill, o patriarca da família apaixonado por música e que faz de tudo para seu filho, Wyatt (Brady Noon), relaxar um pouco da rotina de estudos caóticos para tentar entrar em Yale, uma das principais faculdades dos Estados Unidos.

 

Por fim, CC (Emma Myers, a Enid de Wandinha), é a filha mais velha que sonha em se tornar jogadora de futebol da seleção dos Estados Unidos. E, para completar, há ainda um bebê e um cachorro chamado Picles.


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Vivendo em pé de guerra, todos sentem que não são compreendidos pelos demais. Jess acha que ninguém valoriza seu trabalho, já CC pensa que a mãe não entende o seu sonho de jogar futebol profissionalmente. Um dia, ao visitar um observatório, eles cruzam com uma senhora (Rita Moreno) que parece saída de uma fábula, e ela lhes fala que eles precisam consertar o que está quebrado.

E é assim, em meio a uma confusão e após os planetas se alinharem, que todos acordam com corpos trocados. CC vira Jess, Wyatt vira Bill e até o bebê troca de corpo com o cachorro. Apesar de divertido, esse argumento do filme já foi explorado à exaustão, e aqui se torna apenas um “mais do mesmo”.

Trocados mostra uma família trocando de corpo (Imagem:Reprodução/Netflix)

Filmes como Sexta Feira Muito Louca (2003) e a belíssima saga brasileira Se Eu Fosse Você (2006) já mostraram que o formato pode agradar muito se for bem conduzido, e em Trocados não é diferente, o problema é que por já ter sido muito trabalhado, para o filme se destacar era preciso algo mais… e o longa da Netflix não entrega, se tornando, então, apenas legalzinho.

Além disso, ele é vendido como um filme de Natal, e nesse quesito também deixa a desejar. A árvore está ali, as roupas vermelho e verde também e até a neve nas últimas cenas, mas o filme não tem a magia natalina que se espera desse tipo de produção e poderia ser ambientado em qualquer outra época sem nenhum tipo de problema.

Jennifer Garner vive a matriarca do filme (Imagem:Reprodução/Netflix)

E já que estamos apontando erros, a trama começa com um narrador falando que o Natal da cidade está sendo atípico e quente, com temperaturas de 24 graus, e ainda assim vemos todos os personagens ostentando jaquetas de couro e blusas de frio bem felpudas. Que frio é esse que eles estão sentindo?

Todas essas falhas fazem com que a obra perca a força e se torne esquecível em meio aos vários outros filmes do gênero que serão lançados neste dezembro.

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Genérico sim, divertido também

Apesar dos erros citados acima, não dá para negar que Trocados é engraçadinho. A atuação de Garner agrada novamente, e seus melhores momentos são quando ela está no campo de futebol vendo sua “mãe” jogar no seu lugar. Com muito carisma, a atriz consegue se encaixar perfeitamente nas duas personagens que interpreta (CC e Jess).

Jennifer Garner e Emma Myres se destacam em Trocados (Imagem:Reprodução/Netflix)

E por falar em CC, Emma Myers é quem mais brilha em cena, apesar de demorar um pouco a encaixar no corpo da mãe. A atriz já havia se destacado ao lado de Jenna Ortega na série teen da Netflix– e aqui mostra que não é só um rostinho bonito, acertado em cheio o tempo da comédia.

O filme também tenta fazer graça com a troca de corpos entre o cachorro e o bebê, mas os efeitos especiais são tão mal trabalhados que é melhor ignorar essa parte da trama.

No filme da Netflix a troca entre cachorro e bebê não funciona bem, apesar de inusitada (Imagem:Reprodução/Netflix)

Por fim, o que dá para dizer é que a novidade da Netflix pode ser uma boa opção para quem quer assistir um comfort movie e se distrair, mas por cair no erro de não inovar, se tornou apenas mais um filme qualquer no catálogo do streaming. É legal, mas muito aquém do longa estrelado por Tony Ramos e Glória Pires.

Leia a matéria no Canaltech.

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