Bovespa opera em queda, abaixo dos 120 mil pontos

Na sexta-feira, o principal índice da bolsa fechou em alta de 0,41%, aos 121.194 pontos. Na semana, porém, teve queda de 1,32%.

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a  B3, opera em queda nesta segunda-feira (16), com os mercados globais reagindo a dados decepcionantes na China e com os investidores monitorando internamente a cena política e as incertezas fiscais.

Hoje ás 14h44, o Ibovespa recuava 1,58%, aos 119.275 pontos.

Entre as maiores quedas, Embraer e CVC recuavam acima de 4%. Petrobras e Vale tinham baixa de mais de 1%.

Já o  dólar é negociado em alta.

Na cena corporativa, a Ultrapar anunciou a venda da Oxiteno para o Grupo Indorama por US$ 1,3 bilhão. Já a Rede D’Or São Luiz anunciou que fará uma oferta pelas ações da empresa de medicina diagnóstica Alliar. O negócio está avaliado em R$ 1,35 bilhão.

Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,41%, aos 120.194 pontos, mas acumulou baixa de 1,32% na semana. O mês está negativo em 0,50%. No ano, ainda tem valorização de 1,83%.

Cenário

No exterior, as principais bolsas tinham queda após dados decepcionantes da economia chinesa.

O crescimento da produção industrial e das vendas no varejo da China desacelerou com força em julho e ficou abaixo das expectativas em julho, ampliando os sinais de que a recuperação econômica está perdendo força.

Por aqui, os analistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de inflação em 2021 pela décima nona semana seguida, para 7,05%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central .  Já a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano foi reduzida para 5,28%. Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 2,05% para 2,04%.

O mercado também elevou de 7,25% para 7,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021 e de 2022.

Em nota, os analistas da Mirae Asset destacam que o Ibovespa registra um comportamento “extremamente atrasado” em relação ao de seus pares no exterior (Ibovespa sobe no ano 1,8%, contra +16% do Dow Jones). “Em algum momento deveremos ter um movimento de ajuste técnico, mas muito dependente do fluxo de notícias em Brasília”, afirmam.

 

 

 

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