Negligência de Bolsonaro durante pandemia amplia adesão a pedido de impeachment

A ideia do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ganhou fôlego nos últimos dias pelo país, especialmente após a crise sanitária viver o seu auge em Manaus (AM), quando dezenas de pacientes morreram por falta de oxigênio. O coro pela saída de Bolsonaro se amplificou entre deputados, internautas e manifestantes de rua.

 

No dia 17 de janeiro, por exemplo, um novo protesto foi registrado em Brasília (DF), em frente ao Palácio do Planalto, onde um grupo suprapartidário com mais de 200 pessoas cobrou o impeachment. O protesto foi acompanhado de buzinas, gritos e outros gestos de apoio pelas imediações.

Os atos se somam a panelaços e brados vindos de outros lugares. Um abaixo-assinado virtual organizado por ex-alunos da Faculdade de Direito da USP foi lançado na sexta-feira (15) com cerca de 400 apoiadores.

 

“Nos tempos turbulentos de pandemia, nada é mais urgente que a saúde, expressa na forma de planejamento, fomento à pesquisa, aquisição e distribuição de insumos, empoderamento da ciência e da medicina na forma de cuidado a todos e a cada cidadão. Essas expectativas viram-se frustradas em relação ao poder central”, diz o texto.

 

Nas redes sociais, principal palco de manifestações dos últimos tempos, as críticas se intensificaram e chamaram a atenção de especialistas e empresas que monitoram o comportamento coletivo nas plataformas.

Na quinta, dia 14, por exemplo, dia do agravamento da situação em Manaus, foi identificado um salto de 432% nas menções ao nome “impeachment” em um espaço de 24 horas. Do total verificado, somente 9% eram comentários de defensores do presidente. O dado é da consultoria Arquimedes, divulgado pela revista Carta Capital.

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